Dólar fecha a R$ 1,77; Bovespa avança 0,55%

A cotação da moeda americana cedeu com força nesta terça-feira, após encostar no "teto" de R$ 1,80 ao longo das últimas três sessões. Segundo profissionais de mercado, ganhou força hoje a ação dos bancos, que teriam aumentado suas "apostas" na desvalorização das taxas de câmbio.


O dólar comercial foi vendido por R$ 1,779, em um recuo de 1,16%, nas últimas operações desta terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,796 e R$ 1,778. Nas casas de câmbio doméstico, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,890, em um decréscimo de 1,04%.

Ainda aberta, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 0,55%, aos 69.422 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,44 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,93%.

Profissionais das mesas de operações apontaram o nervosismo com a situação externa como um dos fatores que levaram agentes de mercado a buscar "refúgio" no dólar num momento de enfraquecimento da moeda europeia.

Não é de hoje, porém, que corretores já notaram o aumento das "apostas" das tesourarias dos bancos, por meio do mercado futuro de moeda, na baixa das cotações. "Eu vejo que os bancos estão tentando trazer de novo o dólar para algo entre R$ 1,75 e R$ 1,76. Eles estão aumentando as posições vendidas, ou seja, apostando na desvalorização da moeda", comenta Mauro Araújo, da mesa de operações da Vision Corretora.

Analistas, porém, já salientaram que a semana deve ser marcada pela volatilidade. Ainda continua incerto se e como a comunidade europeia pode ajudar a Grécia a sair de sua delicada crise financeira. Apesar de sua importância periférica na economia da região, economistas temem que, no pior cenário, a "quebra" da nação grega afeta outras nações problemáticas, como Portugal e Espanha, todas pertencentes à zona do euro.
Juros futuros

No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas subiram nos contratos mais negociados.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou inflação de 0,55% para o mês de março, ante a variação de 0,94% em fevereiro, pela leitura do IPCA-15. No ano, o IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Especial) --que representa a média do IPCA-15 ao longo do ano-- acumula variação de 2,02%.

No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 9,75% ao ano para 9,76%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 10,26% para 10,27%. E no contrato de janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 11,64% para 11,65%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes. 

Fonte: Folha Online

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