Bovespa perde 0,99% nos primeiros negócios; dólar atinge R$ 1,81

As ações brasileiras são negociadas com perdas desde a abertura do pregão desta segunda-feira. Analistas esperam semana de volatilidade e maior aversão ao risco. Lembram que anda não há uma definição da comunidade europeia sobre o auxílio a Grécia, país que enfrenta uma série crise financeira, com dívidas a vencer no curto prazo.

E na semana passada, a elevação de juros pelo banco central da Índia também não foi bem recebida pelo mercado. O país é um grande consumidor de commodities (matérias-primas). Ao adotar medidas restritivas à economia (a exemplo da China), influenciou os preços desses produtos na praça internacional e afetou as ações de empresas europeias e brasileiras baseadas em minerais metálicos, entre outras.
 
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, perde 0,99%, aos 68.146 pontos. Na sexta, a Bovespa fechou em queda de 1,24%, aos 68.835 pontos.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,812, em alta de 0,72%. A taxa de risco-país marca 194 pontos, número 1,04% acima da pontuação anterior.
 
As principais Bolsas asiáticas concluíram os negócios de hoje em queda, refletindo o desempenho negativo de Wall Street na sexta e ainda repercutindo o aperto monetário (alta dos juros) na Índia. Em Hong Kong, o índice de ações Hang Seng cedeu 2,05%.
 
Na Europa, a Bolsa de Londres cai 0,95%; em Frankfurt, o índice Dax recua 0,70%.

Entre as primeiras notícias do dia, o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central brasileiro, mostrou que os economistas do setor financeiro revisaram para cima, pela nona semana consecutiva, suas expectativas para a inflação do ano. O IPCA projetado para 2010 atingiu 5,1%, bem acima da meta oficial para este ano (4,5%).

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontou inflação de 0,91% no início de março, segundo a leitura do IGP-M (segunda estimava prévia), ante 1,1% um mês antes.

Na sexta-feira à noite, a Petrobras anunciou um lucro líquido de R$ 28,982 bilhões para o exercício de 2009, o que representa uma queda de 12% frente ao que havia sido verificado em 2008. Apenas no quarto trimestre, o lucro ficou em R$ 8,129 bilhões, alta de 11% em relação ao terceiro trimestre (R$ 7,303 bilhões) e de 31% na comparação com o mesmo período de 2008 (R$ 6,189 bilhões). 

Fonte: Folha Online

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