Bovespa opera instável e dólar bate R$ 1,78; cena externa preocupa

O mercado brasileiro de ações ainda procura firmar uma tendência na rodada de negócios desta quinta-feira. Após a expectativa pela decisão do Copom, que "travou" o mercado nos últimos dias, as atenções dos investidores voltam-se novamente para a cena externa. Entre outros motivos de tensão, a Grécia pressionou a comunidade europeia por auxílio financeiro e pode recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional).
 
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, cede 0,08%, aos 69.669 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,96 bilhão. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 0,33%.

Na Europa, a Bolsa de Londres tem leve alta de 0,05%; em Frankfurt, o índice de ações Dax perde 0,13%.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,789, em um avanço de 1,35%. A taxa de risco-país marca 192 pontos, número estável sobre a pontuação anterior.

Entre as primeiras notícias do dia, o Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a inflação ao consumidor ficou praticamente estável em fevereiro, após alta de 0,2% em janeiro. Economistas do setor financeiro esperavam um aumento de 0,1%. O mesmo órgão indicou uma queda na demanda dos trabalhadores pelo auxílio-desemprego. O montante de pedidos iniciais desse benefício caiu para 457 mil.

Ainda nos EUA, o Departamento de Comércio divulgou que o deficit em conta corrente bateu nos US$ 115,6 bilhões no quarto trimestre de 2009, número abaixo das expectativas (US$ 119 bilhões).

No front doméstico, a FGV apontou uma inflação de 1,10% em março, ante 1,08% em fevereiro, pela leitura do IGP-10. Em 2009 o índice acumulou queda de 1,68%.

Ontem à noite, o Banco Central brasileiro decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao ano. Alguns analistas esperavam um ajuste já neste mês, para 9% ou 9,25%, embora a maioria do mercado já apostasse na manutenção. Ganhou força, portanto, a corrente do mercado que previa uma elevação da taxa Selic para abril. 

Fonte: Folha Online

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