Bolsas da Ásia deixam de lado temor sobre zona do euro e avançam

As principais Bolsas da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira, lideradas pelos mercados acionários de Taipé (Taiwan) e Seul (Coreia do Sul). Mas o movimento em Tóquio (Japão) e, pela região, em Sydney (Austrália), foi inverso, com a confiança dos investidores ainda fraca por preocupações fiscais sobre a zona do euro.



A Bolsa de Seul fechou em alta de 1,14%, com o índice Kospi se recuperando de menor patamar em dois meses para acima do patamar de 1.550 pontos. O movimento foi apoiado em valorização de ações do setor de tecnologia como a Samsung Electronics. A Bolsa de Taipé subiu 2,01%, maior ganho desde setembro, com fundos do governo comprando ações e fortes dados de exportações impulsionando empresas de indústrias de tecnologia como TSMC, maior fabricante mundial de chips sob encomenda.


A Bolsa de Xangai teve valorização de 0,5%, com ações do setor financeiro firmes apesar da listagem do China First Heavy Industries ter continuado com uma série de estreias decepcionantes no mercado. O giro encolheu para menor nível em 11 meses. A Bolsa de Hong Kong teve ganho de 1,22%, indo a 19.790 pontos; e a Bolsa de Cingapura subiu 1,91% pouco antes do fechamento.


Já a Bolsa de Tóquio caiu 0,2%, para 9.932 pontos, menor nível em dois meses, depois de superar os 10 mil pontos ontem. A confiança dos investidores foi abalada pelos problemas da zona do euro.


A Bolsa de Sydney, por sua vez, encerrou em queda de 0,36%, pressionado pelo banco Macquarie, que perdeu 6% depois que o lucro do segundo semestre ficou abaixo das estimativas do mercado. A instituição também alertou que o os negócios com crédito não estão tão fortes quanto no primeiro semestre.


Analistas afirmam que a confiança dos investidores segue instável diante das preocupações sobre os problemas fiscais de Grécia, Espanha e Portugal afetando o panorama de qualquer recuperação mais séria dos mercados.


"Há muitas incertezas sobre os problemas da zona do euro, a chance de haver imposição de limites à tomada de riscos pelos bancos nos Estados Unidos e preocupações sobre o aperto da política monetária da China", afirmou o gerente geral do Mitsubishi UFJ Securities, Norihiro Fujito.


Fonte: Folha Online

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